Este é o título de um dos meus filmes de eleição, mas desta vez o diabo em questão sou EU (ehehehe)!
Sempre fui "rebelde". Lembro-me que na minha adolescência o conceito de rebeldia aparecia na televisão na pele do Tonecas. Pouca paciência tinha para ver televisão e muito menos quando passava essa bosta! O que realmente me dava prazer era fazer vida de Tom Sawyer! Isso sim! Estava sempre fora de casa enfiado no meio do mato, ou então estava a jogar futebol (claro está)! Quando estava enclausurado entre quatro paredes durante muito tempo era muito mau sinal. Ou estava doente, ou estava a chover muito e não dava para sair (até que dava, mas depois adoeceria e lá teria que gramar mais uns diazinhos em casa) ou então era porque estava na escola. Nunca um espirito rebelde deve ficar "preso" por muito tempo senão "acidentes acontecem". É precisamente acerca disso que escreverei nas próximas linhas.
Mudei de escola para o 10ºano e na minha turma só conhecia três colegas. E que três eram aqueles! Bem mais que colegas eram (e são) grandes amigos, com um espírito mais ou menos parecido ao meu.
Toda a gente sabe que as primeiras aulas no secundário servem para apresentação e preenchimento daquelas fichas minúsculas, mas a professora teve a subtil gentileza de nos "convidar" a gramar a hora inteira sem fazer nada! Todos caladinhos enquanto ela lia calmamente as fichas de todos com aquele sorriso "very british" (que lhe era característico) enquanto nós tinhamos que gramar qualquer coisa de Bach! Ainda por cima Bach que me dá volta ao miolo!!! Pensei que se a tinha que aturar naquela hora, ela havia de me aturar por todo o ano que diante de nós se estendia e com um pouco de sorte, no seguinte também.
Tantas lhe fiz que fiquei proibido de ir a Londres no final do 11º ano! Desde gafanhotos na cadeira (que a faziam permanecer aulas inteiras sobre aquelas pernas cobertas de varizes), até fio-de-côco e fita de cassete a unir o pé das mesas (que lhe ía proporcionando um agradável espalho, não fôra uma aluna aplicadinha a segurá-la), ou mesmo pioneses na cadeira dos queridinhos dela que íam ao quadro (e havia um que tinha o vício de dizer palavrões, mas na aula.... impecável! E eu apenas tive o condão de lhe dar uma ajudinha para um valente "C*R***********LH*!!!"). Mas a melhor.... essa sim! Uma verdadeira tortura de dois aninhos para a docente, oh se foi!! Arranjei uma almofadinha de peidos (logo na 2ª aula do 10º ano) e combinei com os meus três colegas o que havíamos de fazer. Era extremamente proibido falar na presença de outrém que não os quatro do costume, para a tramóia ser bem sucedida.
No dia em questão entrámos na sala de aula e sentámo-nos os quatro nas duas mesas que ficavam logo após a secretária dela. O primeiro passo seria por parte dela: de certeza que se levantaria para ir ao quadro escrever o sumário da aula. Mal ela se levantou tratei de encher discretamente a almofada e o meu colega do lado levantou a perna para a esvaziar; um dos da frente mandava a caneta para perto dela e ela de certeza que se agachava para a apanhar.
Ainda foi melhor que o esperado: :D em vez de se agachar, dobrou-se (e bem) ficando de rabiosque bem esposto. Um gutural e inesperado peido ecoou na sala, seguido de um "agarra-o que vai descalço!" vindo de um qualquer mais desafogado. A professora.... coitada. Continuou dobrada a olhar muito corada para os alunos e lentamente se recompôs e entregou a caneta. As reacções dos meus colegas foram diversas: uns riam a bons pulmões, outros rubros de contenção, outros ainda a assimilar o majestoso traque com aquele olhar de repulsa e nós... a escrever o sumário calmamente. A partir daí nunca mais a almofada se calou (sempre sem a professora ter conhecimento da sua existência) mas desta vez todos a experimentavam. Resultado: Ficámos com fama de flatulentos! Quanto a mim, tornei-me célebre entre os professores e alguns alunos como sendo "O terrível"!
Muitas outras partidas preguei a alunos e professores, por isso caríssimos... não percam o próximo episódio, que eu também não o perdi ;)


2 comentários:
Não é por nada, mas eu também sou de Évora.
haha
=**
Então não é mesmo por nada! Bem vinda ao meu blog, caríssima. Raríssimo encontrar um conterrâneo entre os milhões que percorrem este imenso mar de letras.
:) :*
Enviar um comentário