Porque é que será que só nos momentos cruciais que se nos deparam ao longo da vida (em que temos que estar realmente concentrados) é que nos acontecem coisas estúpidas?
Saio da escola pela meia-noite após mais uma noite de estudo. No dia seguinte (10.00) viria um pianista norte-americano (amigo do meu professor) dar um seminário, ao qual era praticamente obrigatória a presença de todos os pianistas da classe. Decido ir beber um copito com os amigos antes de ir para casa... algo rápido, sem grandes demoras.
Vou para casa, sonolento. Ao chegar começa o sarilho! Será que AS "PUTAS" QUE MORAM NO ANDAR ACIMA DO MEU NÃO SABEM QUE O RESTO DO PRÉDIO QUER DORMIR?????? Quando saí de casa para ir estudar para a escola (+/- 21.00) já as bajardonas de cima estavam a chafurdar um manjar nauseabundo (que empestou as escadas até abaixo). Umas boas 10, fazendo mais ou menos um total de 700 ou 800 kg por cima do meu tecto! Mas pela 1.00 da manhã ainda estarem a comer? Não hão-de elas parecer as bajolas de um saco de berlindes!!! E que chavascal que as putas fizeram! Gritavam umas com as outras, partiam pratos, arrojavam móveis, cantavam alto e bem mal (e ainda por cima música de tunas!!!!), etc.
É de destacar que desde que moro naquele apartamento (mais ou menos 2 anos) que tenho vindo tornar-me imune a certos ruídos por parte do par de jarras de cima. Estes formam um casal bem interessante composto por uma "Bucha" (bem bucha) e um "Estica" (bem estica). A qualquer hora que seja (dia ou noite) aqueles dois "marmelam", o que já constitui um hábito para nós errantes do apartamento de baixo o facto de ouvir uma sinfonia do género "Aí vou eeeeeeuuu......ihihihihihihihihi" [...] "ín-ên, ín-ên, ín-ên, ín-ên" (as molas da cama) [...] "pam-pam-pam-pam-pam", etc. É igualmente comum ouvir móveis a arrastar durante quase todas as noites seguidos dos ruídos anteriormente descritos, ou as pantufinhas de salto alto reforçado da menina a correr de um lado para o outro enquanto foge do espinafre do namorado (procedidos uma vez mais pelo arraial de molas).
Tentei adormecer apesar de tudo, mas sem qualquer efeito. Era tal a algazarra que se devia ouvir no fundo da rua. Já rondava as 3.00 da manhã ainda estava acordado, embora cansadíssimo e cheio de sono. Decidi levantar-me e espetar meia dúzia de cacetadas no tecto c'a vassora. Remédio santo, ouviu-se um "xxxxxxxxxxiiiiiiiiiiuuuuuuu"! Mal volto para a cama eclode novamente o atroz cagaçal. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!
Pelo que me recordo só se calaram por volta das 6 da manhã! Finalmente a paz, mas por pouco tempo, já que em frente da minha casa (no outro lado da rua) estão a fazer umas obras e entre as 7/7.30 começam a usar compressores e martelos pneumáticos! Resultado: Acordei pelas 16.30, o que me levou a faltar ao seminário, com uma tremenda dor de cabeça!
Agora a minha mente diabólica clama por vingança. Sim, sim, a vingança serve-se fria! Hei-de datar mais ou menos a época de frequências e exames finais para fazer um menú requintado, juntar meia-dúzia de voluntários(as) e há-de ser um jantar fantástico. Guitarradas com fartura (como é hábito) mas com um pormenor ligeiramente diferente. Cada qual terá um pau de vassoura na mão com que fará o ritmo....NO TECTO! =D

4 comentários:
Que atribulação..
realmente não ha direito
mas essas personagens não perdem pela demora, n é?
Claro que não! E ainda por cima agora arranjaram um cão que deixam na varanda de noite (por cima da minha janela) e passa a noite a ganir e a esgatanhar os estores!
:*
Pior que isso, só mesmo ser acordada a um sabado de manha a ouvir André Sardet.
(A minha mãe tem uma residencial, logo podes imaginar o que eu já tenho sofrido com os meus "queridos" hospedes.)
E depois admiram.se quando aparece no telejornal uma noticia a dizer que o hospede x matou o y à vassourada (vá, pra não ser tão horrivel e maldosa)
=**
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